Desde 1 de Julho que as universidades americanas, institutos e escolas de comércio dos Estados Unidos começaram a utilizar um sistema nacional computadorizado para registar os estudantes estrangeiros junto ao Serviço de Imigração e Naturalização (INS). O sistema, conhecido como SEVIS (Student Exchange and Visitor Information System), permite manter o INS informado constantemente sobre as mudanças no "status" de estudantes estrangeiros. Usando a Internet, as escolas podem notificar o INS quando o estudante se matricula, eventual abandono dos estudos ou expulsão da escola. Elas são também obrigadas a informar o INS sobre as mudanças de endereços, de nomes e mesmo mudanças nas áreas de estudo. O SEVIS substitui o sistema de informações tradicional, em papel, cujos documentos são enviados pelas escolas ao INS e as informações, então, colocadas num banco de dados central. O SEVIS é um sistema complexo que conecta todos os portos de entrada dos EUA com os consulados do Departamento de Estado no exterior e 74.000 escolas. A sua criação foi decidida pelo Congresso em 1996, mas encontrou resistência por parte de algumas universidades e escolas até aos ataques terroristas de 11 de Setembro. Muitos dos terroristas estavam nos Estados Unidos frequentando escolas de pilotagem de aviões com vistos de estudante.
A adesão das escolas a estes sistema foi um sucesso, uma vez que dependia dela a permissão para aceitar estudantes estrangeiros. A necessidade de acompanhar mais de perto os mais de 1 milhão de estudantes estrangeiros nos Estados Unidos foi imediata devido aos ataques terroristas de 11 de Setembro. Vários estudantes tinham sido alunos em escolas de pilotagem de aviões nos Estados Unidos; um entrou no país com visto de estudante, e pelo menos dois pediram a mudança de "status" enquanto estavam aqui. O episódio mais vergonhoso para o INS é que dois pedidos foram aprovados e os vistos foram enviados por correio seis meses depois dos ataques, nos quais os terroristas morreram. O sistema SEVIS de 38.000 milhões de dólares deve entrar em funcionamento total até o final de Janeiro, mas de acordo com os educadores, duvida-se que o INS consiga cumprir o prazo. A razão é que, embora o SEVIS esteja no ar e funcionando, a forma ainda é um tanto primitiva. Deve-se criar um sistema para processar esses registos, que permitirá às escolas reportar toda as informações relativas aos estudante estrangeiros e transmiti-las ao INS conjuntamente. Sem isso, as escolas deverão preencher cada registo online separadamente; uma tarefa mais difícil e complicada. Os oficiais do INS ainda estão a melhorar o sistema de processamento conjunto e podem não terminar a tempo para que as escolas comprem o "software" necessário e configurem os seus sistemas operacionais para cumprir o prazo de Janeiro.
O SEVIS é um dos vários sistemas informáticos que o INS está desenvolvendo para observar mais de perto os estrangeiros que visitam os Estados Unidos. A agência também está a desenvolver um sistema computadorizado de entrada e saída, que regista os visitantes estrangeiros na chegada e alerta a agência se eles não saírem do país até à data autorizada de permanência. Tal sistema está programado para entrar em operação até o final do ano de 2004.